domingo, 20 de maio de 2012

Dhyana e Samadhi

Dhyana é semelhante a Dharana com a diferença que no segundo o foco da concentração era algo externo (a visualização de uma Mandala por exemplo) e em Dhyana o objetivo é o próprio praticante, ele é o observador e o observado.
Interessante notar que no Budismo, Dhyana em japonês é Zen e na China é Chan - são as  escolas mais conhecidas no ocidente. Vale ressaltar que Buddha ensinou que o Nirvana (superação do apego aos sentidos, do material e da ignorância; tanto como a superação da existência, a pureza e a transgressão do físico) é o ponto mais alto e não Dhyana.

Druva Maharaj, garoto que pela força de sua meditação esquentou
todo o plenta - essa história aparece no Srimad Bhagavatam


O Dhyana no Yoga é especificamente descrito por Sri Krishna no capítulo 6 do famoso Bhagavad Gita, em que explica os diferentes tipos de Yoga ao seu discípulo, Arjuna.

Samadhi é o último passo no Astanga Yoga descrito por Patanjali. É o ápice da concentração, de INBOUND (introspecção). Nesse estágio o praticante se percebe como parte do Brahman (energia suprema), funde sua consciência individual na superconsciência, de acordo com a escola Mayavada. Para os Vaisnavas (outra importante Escola de Yoga indiana), nesse momento realizamos Paramatma (a presença de Deus em cada átomo da criação) e nos lembramos de nosso eterno relacionamento com a Suprema Personalidade de Deus, Krsna.


Maha Purusa, a Suprema Personalidade
de Deus, a meta do Samadhi
Paramatma está dentro de cada átomo da
criação e no coração de todos

 

 E assim terminamos nosso Estudo INBOUND de Astanga.
Caso tenham qualquer dúvida escrevam para yogainboundsp@gmail.com

Até a próxima!


Pratyahara e Dharana

Seguimos com nosso estudo INBOUND com Pratyahara e Dharana:

Pratyahara é a  abstração dos sentidos externos, em outras palavras introversão. INBOUND é pratyahara, se desconectar do externo e passar a observar dentro. É o estágio que prepara par Dharana (concentração). Pratyahara diminui o ritmo do pensamento reflexivo. Não escutamos o telefone tocar, o gato miando ainda que os sentidos (no caso o ouvido) estejam plenamente saudáveis, o que acontece é que o fio que liga os sentidos a mente se desconecta (para ser reconectado somente após a prática).


Por Dharana  se entende concentração e etmológicamente significa segurar ou reter. A base deste exercício é a concentração em um único ponto, causando a introversão, limitando a atividade mental a apenas a contemplação de um objeto observado. A concentração pode ter como foco uma mandala, um yantra. Existem práticas de dharana para a focalização de partes internas do corpo e a retenção da respiração.